O primeiro aviso pode vir de fora.
Um cliente comunica que uma operação está a demorar mais do que o habitual. Surgem outros casos e o departamento de Tecnologia dá início à investigação.
Os traços e as respetivas métricas existem, mas podem estar distribuídos por vários sistemas, aplicações e fontes diferentes. Enquanto as equipas recolhem informações para compreender o que está a acontecer, o impacto já é visível.
Para a Technology Leadership, há um sinal particularmente relevante: O cliente percebeu o problema antes da organização.
Quando o cliente se torna o alerta
Uma degradação pode ter início num serviço e progredir antes de se tornar evidente para quem tenta concluir uma operação.
Quando é o cliente que primeiro deteta o problema, a Tecnologia só começa a investigar depois de o impacto já se ter manifestado.
O que aconteceu? Onde começou? Que serviços estiveram envolvidos? Existe alguma latência fora do normal?
A informação necessária para responder pode existir. O problema surge quando essa informação se encontra dispersa e, para compreender a situação, é necessário reconstruí-la.
Observar enquanto a operação decorre
A situação muda quando a tecnologia consegue monitorizar continuamente o comportamento dos sistemas e serviços.
O Telemetry captura, processa e correlaciona automaticamente os traces e as respetivas métricas associadas provenientes de sistemas, aplicações e infraestruturas.
Os Autómatas executam continuamente este processo, fornecendo contexto operacional e informações úteis para analisar execuções, dependências, erros, latências e comportamentos inesperados.
Assim, a observabilidade já não começa apenas quando a reclamação é apresentada.
A tecnologia dispõe de uma base mais clara para identificar o que está a acontecer e decidir onde concentrar a análise de forma mais oportuna.
Da deteção precoce à compreensão mais profunda
Com maior visibilidade, o objetivo deixa de ser apenas investigar mais rapidamente um problema que já ocorreu.
A observação contínua permite identificar desvios e tendências à medida que a operação decorre.
E, à medida que são incorporadas novas fontes de traços e métricas, a cobertura pode ser alargada gradualmente para proporcionar uma visão mais completa dos sistemas e serviços.
Então, a pergunta também muda.
Já não é apenas “O que aconteceu?”.
Também começa a ser “O que é que esta operação nos está a mostrar e em que é que devemos prestar atenção?”
A informação pode ser utilizada não só para dar resposta a um problema, mas também para compreender comportamentos e promover uma melhoria contínua.
Começar pelo que é mais importante
Esse percurso não exige que se observe toda a infraestrutura desde o início.
O Telemetry pode ser inicialmente integrado num serviço prioritário. A partir daí, a organização pode avaliar o valor da informação disponível e alargar progressivamente a cobertura.
A mudança ocorre gradualmente: compreender melhor o que aconteceu, identificar comportamentos com maior antecedência e utilizar essa visibilidade para aprender com a operação.
Quem é que percebe primeiro que algo está a acontecer?
Essa pergunta pode revelar muito sobre a capacidade de observação de uma operação tecnológica.
Se a resposta começa normalmente com uma reclamação de um cliente, existe uma discrepância entre o que acontece no interior dos sistemas e o momento em que a equipa de Tecnologia consegue detetá-lo.
O Telemetry ajuda a reduzir essa distância através da observabilidade contínua executada por autómatos.
Para a Technology Leadership, a mudança não consiste simplesmente em dispor de mais informação. Consiste em transformar a informação dispersa em capacidade para observar e compreender continuamente o funcionamento tecnológico.
Porque quando o cliente deixa de ser o primeiro a perceber que algo está a acontecer, a Tecnologia ganha algo fundamental: uma maior oportunidade para compreender e agir.
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