Um processo no MasterBase® não é apenas uma lista de passos que são executados. É uma parte lógica e automatizada que se destina a fazer parte de uma solução maior. É por isso que não basta apenas dominar o WIzard; é preciso aprender a pensar em processos.
A estrutura de um bom processo
Todos os processos do MasterBase® seguem uma estrutura modular composta por três blocos:
- INIT (Início)
Aqui define-se os dados de base que o processo necessita para arrancar: bases de dados, campos-chave, credenciais e outros. Este bloco deve ser limpo, apenas com o essencial. - PASSOS (Passos)
Constituem o núcleo do processo. Cada etapa contém uma ou mais tarefas, como procurar registos, guardar dados, enviar mensagens, gerar PDFs, entre outras.
As etapas são executadas sequencialmente e devem ter uma função clara. Isto torna o processo fácil de ler, manter e escalar. - RESPOSTA
Esta opção é opcional, mas útil. Permite devolver uma resposta no final do processo: uma confirmação para o utilizador ou um valor para outra API ou processo.
Princípios para a conceção de bons processos
- Um processo = uma função
Cada processo deve ter um único objetivo. Se a sua solução resolve várias coisas, divida-a em diferentes processos. Isto dá-lhe ordem, reutilização e flexibilidade. - Ordem lógica das etapas
É como contar uma história:- O utilizador recebe dados
- Verifica-os
- Fotografias de ação
- Termina com uma resposta.
Evitar a execução de acções sem dispor previamente dos dados necessários.
- Nomes claros e condições simples
Utilize nomes que digam o que fazem: verifyClient, sendWelcomeMail.
E se precisar de muita validação, considere delegar parte dessa lógica noutro processo ou na base de dados. - Teste passo a passo
Não espere que todo o fluxo esteja pronto para ser testado. Verifique cada passo separadamente para detetar erros atempadamente e evitar falhas encadeadas. - Reutilizar o que já foi construído
Se já existe um processo que valida mensagens de correio eletrónico ou gera códigos, reutilize-o. Poupa-lhe tempo e garante a consistência da sua solução.
Estudo de caso: registo para uma palestra
Suponhamos que está a automatizar o registo para um chat gratuito. Parece simples, mas se não estruturar bem o processo, este pode escalar mal, dar erros ou tornar-se impossível de gerir.
Objetivo do processo:
- Registar a pessoa em causa
- Verificar se já está registado
- Enviar uma mensagem eletrónica personalizada
- Marcar o registo como processado
Nada mais. Não trata de lembretes ou inquéritos. Isso será tratado por outros processos.
Estrutura do processo:
- INIT: nome, e-mail e conversa selecionada. Nada mais.
- PASSOS:
- Verificar duplicado: se já estiver registado, termine o processo.
- Registar dados: mantém a inscrição.
- Enviar correio eletrónico: mensagem de confirmação personalizada.
- Estado de atualização: marcado como "processado".
- RESPONDER: apresenta uma mensagem de sucesso ou fornece dados para outro processo.
Porque é que este processo funciona bem?
- Tem um objetivo definido
- O fluxo é lógico e claro
- Cada etapa tem apenas uma função
- É fácil de prolongar se surgirem novas conversações
- É passível de manutenção: se for necessário alterar algo, sabe-se onde o fazer.
Conceber processos é conceber soluções
Não basta que um processo "funcione". Tem de fazer sentido, ser estável, compreensível e fácil de modificar.
Deve poder ser contada como uma história. Se conseguir explicá-lo sem se perder no caminho, é provável que tenha sido bem concebido.
Esta é a diferença entre uma solução profissional e um remendo temporário.
Onde é que se pode aprender a desenhar melhor?
Nos Laboratórios MasterBase®, uma instância destinada a explorar ideias, validar estruturas e resolver questões específicas. Se tiver uma necessidade específica, pode apresentar o seu projeto concetual no Lab e trabalhar diretamente na sua implementação. É o lugar onde ideias bem pensadas são transformadas em soluções robustas.
É assim que se constroem soluções robustas, fáceis de manter e profissionais.




